segunda-feira, fevereiro 27, 2006

 

Académica 0-3 Sporting


Começou bem mal este jogo, ainda muitos não tinha encontrado o seu lugar com o bate palmas de cartão (ver imagem ao lado) e já o Moutinho, em fora de jogo, marcava o primeiro golo. Pena que o Sr. Jorge Coroado, mesmo com recurso à repetição insista que o golo é regular. Não sei se acreite nele se não. Nem sempre está certo, então nestas situações de fora de jogo é recorrente. Eu a pensar que ele era um homem isento.
A Académica demorou cerca de 15 minutos para entrar no jogo, mas quando entrou dominou, jogou bem, criou oportuidades de golo, e quase marcou por Serjão, mas este tem alguns problemas de eficácia, apesar de ter jogado razoalvemente bem. Mostrou boa movimentação e capacidade de tabelar quer pelo ar quer pelo chão.
A segunda parte começou com um remate do N'Doye que podia ter mudado a sorte do jogo, mas o Ricardo parece estar prevenido contra a gripe das aves. Que continue assim até ao fim do Mundial.
Depois o campeão mundial do chutão, Hugo Alcântara, mostrou graves deficiências no jogo aéreo, e assistiu Liedson para um golo de belo efeito. A partir daqui o jogo caiu de qualidade, a Briosa deixou de acreditar e o Sporting controlou os acontecimentos. As oportunidades não mais surgiram.
Ao minuto 86 fez-se história no relvado do cidade de Coimbra com o regresso desse vulto do auto-golo aos relvados da Liga Betadine.com, Hugo fez a sua triunfal entrada, com espectadores de ambos os clubes a aplaudirem de pé este tão ansiado regresso. Houve lágrimas, nalgumas pessoas o que se compreende, não é todos os dias que entra um jogador desta craveira em campo. Momento só comparável ao regresso de Mantorras após lesão.
Minutos mais tarde Liedson quis ver amarelo e importunou Pedro Roma na reposição da bola em jogo. Roma não foi avisado, e farto daquele pequeno irrequieto à sua volta, espetou-lhe um sopapo com a mão esquerda e viu o cartão vermelho. Liedson ficou sem o amarelo, que chatisse. Bem-feito, para a próxima avisa o Roma e ficam todos satisfeitos. O árbitro marcou penalti, e Gelson provou a sua polivalência ao ir para a baliza. E para desapontamento de muitos dos presentes no estádio não teve oportunidade de mostrar as suas qualidades como guarda-redes. Uma pena.

Fim de Crónica

 

Auto-estima elevada

Caros companheiros, não me tenho encontrado com inspiração suficiente para partilhar convosco algumas vivências, daí a irregularidade com que este espaço de opinião pública é actualizado, de resto não devo ser só eu, porque os blogues da nossa confiança, encontram-se, na sua maioria, adormecidos, à espera provavelmente de salários em atraso, o e-blogger anda muito forreta e não paga nada a ninguém!!

Este post destina-se a analisar a auto-estima do povo vizinho, os espanhóis. Eles de facto têm uma auto-estima elevada. Têm filmes e séries dobrados porque naturalmente achaTm que a língua deles é magistralmente superior, o que até pode ser bem verdade, mas o som original também é magistralmente superior, só que como eles nunca ouviram os originais quando vem mais uma dobragem já nem estranham. Têm uma família real com escandâlos menos vistosos que outras congéneres europeias e que os enche de orgulho. Têm uma situação económica estável com crescimento elevado, muito devido a um pacto abragente entre patrões e sindicatos numa altura em que era preciso investir numa economia forte. Motivos de sobra para que tenham uma auto-estima que rebente com qualquer português.
Veja-se então um pequeno exemplo. Pela primeira vez na história do basquetebol espanhol, um jogador deste país foi convocado para o jogo das estrelas da NBA, vulgo All-Star Game, de seu nome Pau Gasol. Este jogador, pelo qual tenho enorme estima e admiração por se ter sagrado campeão do mundo de juniores em Lisboa no ano de 1999, entrou nervosíssimo, com dificuldades para segurar a bola e não fez um único ponto por manifesto nervosismo, porque ele tem qualidade. No dia seguinte dirigi-me ao site do As para ver as notícias do mundo desportivo e consultar uma secção que eles chamam "la ultima", quando me deparo com a seguinte afirmação "Gasol maximo reboteador del All-Star", o que traduzindo quer dizer que o Gasol foi o melhor ressaltador do All-Star. Que grande lata, após uma exibição daquelas vir dizer isto, e o resto? Mais ainda, no dia seguinte estava escrito no mesmo site "La NBA se rinde a Gasol", que numa tradução mais rebuscada quer dizer "A NBA rende-se a Gasol". Este render é obviamente em relação ao seu talento e qualidade. Mas o que é isto? Andam a brincar só pode...
Imaginem agora se fosse um atleta português. O que diriam. "José Gonçalves acaba o All-Star Game em branco" é uma possibilidade. É tudo uma questão de ponto de vista e auto-estima. Ou não?
Não me venham com histórias que devíamos pertencer a Espanha e tal. Eu gosto muito de ser português, nós não somos nada menos que eles.

Fim de Crónica

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

 

Prémio Luís Campas

Em dia finalmente. Consegui compilar o que faltava, o que para os amantes deste prémio é verdadeiro motivo de orgasmo. Comecemos pelo fim, a 23 jornada:


Até 22ª jornada ZD ZP 23ª jornada TOTAL
Luís Castro 166,5 5 5 6 177,5
Cajuda 118 4 4 5 127
Jaime Pacheco 119,5 3 0 -2 119
Zé Mota 100,5 5 4 6 111
José Gomes 101 4 3 6 110,5
Carvalhal 112 2 0 -3 110
Juca 102,5 4 3 4 110
Ulisses Morais 103,5 1 0 1 105
Sousa 93,5 3 4 5 102
Nelo Vingada 92,5 4 0 7 101,5
Toni 78 5 5 6 89
Paulo Bonamigo 62 4 5 4 70,5
Peseiro 63 2 0 -2 62
Jorge Jesus 47 5 5 6 58
Koeman 47 5 4 5 56,5
Hélio Sousa 60 0 0 -4 56
José Couceiro 59 0 0 -3 56
Álvaro Magalhães 43,5 4 4 5 52,5
Carlos Brito 48,5 0 0 -1 47,5
Manuel Machado 48 1 0 -3 45,5
Jesualdo 42,5 0 0 -4 38,5
Norton de Matos 39,5 0 0 -4 35,5
Vítor Pontes 27,5 0 1 -2 26
Paulo Bento 17,5 0 0 -2 15,5
Co Adriaanse 15,5 1 0 -2 14

Jornada 22 ora aí está:

Até 21ª jornada ZD ZP 22ª jornada TOTAL
Luís Castro 151,5 5 5 10 166,5
Jaime Pacheco 122 3 0 -4 119,5
Cajuda 120,5 3 0 -4 118
Carvalhal 102,5 4 3 6 112
Ulisses Morais 95 5 4 4 103,5
Juca 92,5 5 5 5 102,5
José Gomes 102,5 3 0 -3 101
Zé Mota 101,5 2 0 -2 100,5
Sousa 83,5 5 5 5 93,5
Nelo Vingada 82 4 5 6 92,5
Toni 76 1 1 1 78
Peseiro 64 3 1 -3 63
Paulo Bonamigo 52 5 5 5 62
Hélio Sousa 51 4 2 6 60
José Couceiro 49,5 4 3 6 59
Carlos Brito 52,5 0 0 -4 48,5
Manuel Machado 31 5 5 12 48
Jorge Jesus 50 0 0 -3 47
Koeman 48,5 1 0 -2 47
Álvaro Magalhães 47,5 0 0 -4 43,5
Jesualdo 35 4 5 3 42,5
Norton de Matos 32 2 1 6 39,5
Vítor Pontes 41,5 0 0 -4 37,5
Paulo Bento 20,5 0 0 -3 17,5
Co Adriaanse 19,5 0 0 -4 15,5

Jornada 21 aqui vai ela:

Até 20ª jornada ZD ZP 21ª jornada TOTAL
Luís Castro 151,5 0 0 0 151,5
Jaime Pacheco 115 4 2 4 122
Cajuda 111 4 3 6 120,5
Carvalhal 98 4 1 2 102,5
José Gomes 99,5 3 5 -1 102,5
Zé Mota 90,5 5 5 6 101,5
Ulisses Morais 97 0 0 -2 95
Juca 82 5 4 6 92,5
Sousa 81,5 2 2 0 83,5
Nelo Vingada 84 0 0 -2 82
Toni 71 4 2 2 76
Peseiro 64 3 1 -2 64
Carlos Brito 54,5 0 0 -2 52,5
Paulo Bonamigo 41 5 5 6 52
Hélio Sousa 35 5 5 11 51
Jorge Jesus 51 0 0 -1 50
José Couceiro 45,5 2 2 2 49,5
Koeman 37,5 5 5 6 48,5
Álvaro Magalhães 36,5 5 5 6 47,5
Vítor Pontes 34,5 4 2 4 41,5
Jesualdo 33 1 1 1 35
Norton de Matos 18,5 2 3 11 32
Manuel Machado 23,5 4 3 4 31
Paulo Bento 22,5 0 0 -2 20,5
Co Adriaanse 13 4 3 3 19,5

Aqui vai a classificação do prémio Luís Campas para a jornada 20. Luís Castro parece não ter opositores à altura.


Até 19ª jornada ZD ZP 20ª jornada TOTAL
Luís Castro 135,5 5 5 11 151,5
Jaime Pacheco 107,5 4 3 4 115
Cajuda 111,5 2 1 -2 111
Carvalhal 98 3 1 -2 98
José Gomes 89,5 4 4 6 99,5
Ulisses Morais 88 4 4 5 97
Zé Mota 80,5 5 5 5 90,5
Nelo Vingada 88 0 0 -4 84
Juca 81,5 3 2 -2 82
Sousa 78 2 1 2 81,5
Toni 62 4 4 5 71
Peseiro 65 3 1 -3 64
Carlos Brito 58,5 0 0 -4 54,5
Jorge Jesus 40,5 4 5 6 51
José Couceiro 47,5 0 0 -2 45,5
Paulo Bonamigo 42,5 1 0 -2 41
Álvaro Magalhães 38 1 0 -2 36,5
Koeman 25,5 5 5 7 37,5
Jesualdo 34,5 1 0 -2 33
Vítor Pontes 27,5 3 3 4 34,5
Hélio Sousa 25,5 4 5 5 35
Manuel Machado 25,5 0 0 -2 23,5
Paulo Bento 25,5 0 0 -3 22,5
Norton de Matos 12 1 2 5 18,5
Co Adriaanse 10,5 4 1 0 13

Fim de Crónica

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

 

Académica 0-2 Boavista

Mais um jogo que assisti ao vivo e a cores para vos contar com os meus olhos o que se passou.
Não foi um jogo brilhante, o Boavista esteve claramente melhor, a Briosa raramente conseguiu importunar o guarda-redes William. Pode até nem ter sido o pior jogo da Briosa, mas a mim foi efectivamente o que me pareceu. Temos um estilo de futebol pachorrento de muita contenção de bola e pouco agressivo e que nos causou dissabores desta vez. Não era este o ideal de futebol que eu queria para a minha equipa. Gosto mais de uma equipa que jogue um futebol agressivo, mas que ao mesmo tempo matenha o equilíbrio defensivo, um pouco ao estilo do Braga.
Três ou quatro homens na frente, e um mais um apoio, e ataque à baliza contrária. Agora andar para ali com longas trocas de bola sem efectividade, perdoem-me mas não gosto.

O Boavista jogou na expectativa, e após um canto de mangas arregaçadas, o namorado da Marisa Cruz fez o primeiro golo ao seu melhor estilo, um cabeceamento daqueles que só ele sabe fazer. Na 2ª parte, jogando com o coração criámos algumas chances, mas sempre muito atabalhoadas. Não percebi porque raio o Luciano esteve tanto tempo em campo, está claramente fora de forma, devia ter sido substituído, mas não, em vez disso saiu o Joeano, matador, para dar lugar ao cepo Fernando. Há coisas que tenho dificuldade em compreender e esta é seguramente uma delas. Mais tarde N'Doye perdeu o pai da filha da Marisa Cruz de vista, e este isolado frente ao Pedro Roma, contronou-o e fez o resultado final.

Há que levantar a cabeça e conquistar os 3 pontos em Barcelos para alcançármos os nossos objectivos. Frase bem bonita, dos nossos amigos jogadores de bola para terminar mais uma gloriosa crónica.

Fim de Crónica

P.S.: O prémio Luís Campas não tem sido actualizado devido a problemas técnicos. Pelo facto pedimos as nossas desculpas.

sábado, fevereiro 11, 2006

 

Prémio Luís Campas

Para não dizerem que nós não gostamos de vocês, vai uma classificação atrasada do prémio Luís Campas, para vocês matarem a saudade desse maravilhoso prémio. Infelizmente não somos profissionais e não me consegui encontrar para trabalhar com o outro colaborador desta rúbrica, o Zenden.


Até 18ª jornada ZD ZP 19ª jornada TOTAL
Luís Castro 131,5 3 1 2 135,5
Cajuda 104,5 3 3 4 111,5
Jaime Pacheco 101,5 4 2 3 107,5
Carvalhal 94 2 2 2 98
José Gomes 82 4 3 4 89,5
Nelo Vingada 83,5 3 2 2 88
Ulisses Morais 76 5 5 7 88
Juca 78 3 2 1 81,5
Zé Mota 69,5 5 5 6 80,5
Sousa 75,5 2 1 1 78
Peseiro 59,5 3 2 3 65
Toni 54,5 3 2 5 62
Carlos Brito 59 1 0 -1 58,5
José Couceiro 43 2 3 2 47,5
Paulo Bonamigo 40,5 1 1 1 42,5
Jorge Jesus 33 4 3 4 40,5
Álvaro Magalhães 31,5 3 2 4 38
Jesualdo 30,5 4 4 0 34,5
Vítor Pontes 21 4 3 3 27,5
Koeman 28 1 0 -3 25,5
Paulo Bento 19 4 3 3 25,5
Hélio Sousa 18,5 0 0 -3 15,5
Manuel Machado 14 1 2 0 15,5
Norton de Matos 15 0 0 -3 12
Co Adriaanse 11 1 2 -2 10,5

Fim de Crónica

quinta-feira, fevereiro 09, 2006

 

Crónicas de uma doença crónica: Episódio 2

Finalmente tinha terminado o calvário dos exames. Muito embora houvessem épocas mais difíceis para Luís Filipe, onde lhe encomendavam projectos ao ritmo de emails publicitários que enchem as caixas de correio electrónico. Estava com tempo livre para ler romances, folhear todo e qualquer tipo de jornal, desfrutar do conforto de uma sala de cinema ou do seu sofá vendo um filme que acabou de descarregar via Internet. Abria vezes sem contas as mesmas páginas de Internet, os mesmos blogues, à procura de novos posts, de notícias que saíssem e lhe dissessem algo. Tinha caído numa monotonia atroz, que só era libertada quando visitava a família ao fim de semana. Férias em Braga era o que ele menos gostava, mas assim lhe obrigavam os treinos de andebol.
Andava também insatisfeito com o andebol, já não sentia o mesmo prazer do tempo em que jogava com Miguel, o espírito de grupo que se tinha criado nas últimas épocas já não era o mesmo, os resultados da equipa eram medíocres, estava seriamente em pensar deixar a modalidade que abraçou nos últimos anos e dedicar-se a cem por cento ao curso que estava perto de concluir. Falou com Miguel, pediu-lhe uma opinião de amigo. Sem nada de mais importante para fazer decidiu comunicar a decisão ao treinador e direcção do clube.
As suas pernas tremiam-lhe ao entrar para o pavilhão do clube, era uma decisão difícil de tomar. Dirigiu-se à sala da direcção, pediu licença para entrar. Treinador e director da equipa estavam a tratar de assuntos da equipa.
- Olá! Boa tarde! - disse Luís Filipe enquanto trocava cumprimentos com ambos.
- Então Luís que fazes por aqui? - respondeu o Alberto Silva, o seu treinador.
- Estive a pensar no percurso que fizemos este ano, no grupo, e no meu curso também. Falei com algumas pessoas e pedi-lhes uma opinião, e vim comunicar-lhes que vou deixar a equipa imediatamente. Perdi a motivação que tinha para vir treinar, não conheço bem os meus companheiros, não consigo criar laços com eles, acho que já não faz sentido continuar aqui no clube. Tenho um curso difícil para acabar, e não quero facilitar nesta fase final.
Treinador e Director ficaram, como era de esperar em estado de choque. Afinal de contas, depositavam esperanças naquele seu atleta. Era um jovem e ainda tinha larga margem de progressão.
- Luís, a decisão é unicamente tua - respondeu Alberto após uma breve pausa para reflectir -, e posso-te dar a minha opinião. Aliás tu sabes qual é. Não vou estar para aqui a tentar convencer-te a voltares com a tua palavra atrás. Não posso deixar de concordar contigo numa coisa, o ambiente na equipa não é o melhor, mas já tivemos situações mais difíceis para ultrapassar, e conseguimos. Contava com a tua ajuda. És um jogador da casa, um exemplo para os miúdos que estão a começar. Sempre conciliaste os estudos com o desporto. É uma pena se saíres, mas se dizes que não tens motivação, e não te a consigo dar...
- Peço desculpa pela confiança que depositaram em mim. - dizia Luís Filipe com um olhar a vaguear pela sala em que se encontrava - Acho que chegou a hora de deixar este clube. Agradeço tudo o que fizeram por mim. Obrigado. Adeus.
- É uma pena Luís. Adeus...
Luís não conseguiu disfarçar alguma emoção quando deixava o pavilhão. Não era de exteriorizar os sentimentos, nem de lacrimejar, mas foram demasiados anos naquela segunda casa, que deixavam marcas.
No caminho para casa passou pela Sé de Braga. Não era de muita fé, de resto achava tudo aquilo uma beatice. Mas sentiu qualquer coisa a chamá-lo para dentro da Sé. A Sé de Braga era hostil e fria, uma construção antiga, com fortes traços românicos. Ajoelhou-se e benzeu-se com lhe ensinaram na catequese na sua aldeia. Sentou-se num banco corrido ao fundo da igreja, e começou a falar só. Deu consigo a falar com alguém em quem confiava, mas não muito. Agradeceu a coragem que lhe tinha dado para tomar a decisão difícil, pediu-lhe algumas coisas, para se soltar mais, era tímido por Natureza, precisava de força interior para se libertar desse colete-de-forças que era a sua timidez. No fim de tudo, levantou a cabeça, vinha de um banco próximo do altar uma rapariga, que aparentava a sua idade, não lhe conseguiu captar os traços do rosto ao longe, a luz da Sé não era suficiente. Ela passou junto de si, olhou para ele, ofereceu-lhe um sorriso, e disse-lhe um singelo «Olá!», e seguiu o seu caminho. Luís continuou a segui-la com os olhos. Ela dirigiu-se a uma mesa cheia de panfletos ao fundo da Sé. Tentou ver qual o que a rapariga tinha pegado. Despediu-se então de um alguém em que não confiava e dirigiu-se a essa mesma mesa. Qual seria o panfleto que ela tinha tirado? Houve um panfleto que lhe chamou à atenção, era do Centro Académico de Braga. Viu as actividades programadas, achou alguma piada, e levou o panfleto para casa, provavelmente para nunca mais lhe pegar. Mas, se aquela rapariga tinha pegado naquele panfleto? Era o sítio para a encontrar.
Voltou para casa e fez o jantar. Sentou-se em frente à televisão e adormeceu.

Fim de Crónica


Crónicas de uma doença crónica: Episódio 0
Crónicas de uma doença crónica: Episódio 1


quarta-feira, fevereiro 01, 2006

 

Vitória FC 0-1 Académica

Como devem ter reparado os leitores mais atentos, a crónica desportiva deixou de sair para as bancas. Decidi inovar e passar por ora a fazer comentários individuais aos eventos desportivos mais relevantes da nossa praça conimbricense.

Uma permeira parte mal jogada, que começou com uma grande surpresa no onze de negro. Danilo o central brasileiro, que mais parece vindo de um qualquer campeonato amador britânico, começou de início. Fez uma partida razoável, mas poderia ter tido mais cuidado com as entradas para amarelo, porque o Cosme foi amigo. Gelson manteve-se nos titulares e realizou um jogo ao seu nível habitual, o que diz bem da sua performance. Este jogador recrutado na Suécia, tem feito enormes progressos, e já consegue conduzir a bola por alguns metros. Mas apesar de tudo foi da sua bicicleta que saiu o lance mais polémico da primeira parte. A bola foi ao braço de Veríssimo, e aplicando o critério de Soares Dias no lance com Luisão na área do Benfica, o Cosme deixou seguir. O Vitória foi inofensivo na primeira parte, apenas por Pedro Oliveira criou perigo.

Na 2ª parte um engano monumental de Sarmento podia-nos ter adiantado no marcador. Gelson teve uma boa oportunidade para se estrear a marcar na liga Betadine.com, mas infelizmente atirou ao lado. Zada mostrou ser perito em bolas ao lado que enganam o guarda-redes, já que por duas vezes ensaiou o número. E a certa altura N'Doye ganhou uma bola ao nosso amigo Binho, muito apreciado nesta cidade de Coimbra, nos restaurantes da baixa, calvalgou uns metros e assistiu Joeano que em posição duvidosa só teve de empurrar. O Vitória lançou-se então para a frente e Pedro Roma (que pisca o olho a Scolari, mas Scolari como é mal educado não responde) soube segurar a preciosa vantagem.

De referir a generosidade de Nelo Vingada para com Gelson no flash-interview atribuindo-lhe a autoria do tento da Académica.

Fim de Crónica

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